#27 AMOR || Cartas Para O Rei (I)

em quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

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Em Fevereiro de 2017 disseste-me que devia investir mais na minha escrita. E que melhor forma de o fazer, senão criando uma rúbrica no Sol Lunar, especialmente dirigida à pessoa que mais adora ler o que escrevo - e ler-me, no fundo?
Mais do que isso, és um óptimo leitor da minha pessoa - mesmo que por vezes pareçamos os personagens dos livros Uma Série de Desgraças - no fim, sempre acabamos por sair vitoriosos.
Desse modo, sei que não terás problemas de interpretação em relação a estas palavras. Afinal de contas, desejo que, mais do que palavras, esta carta transporte aquilo que de mais maravilhoso existe no mundo: o amor.
Sim, eu sei que parece clichê - algo que ambos detestamos. Mas não têm todos os clichês um fundo de verdade?
Enfim, aqui estou, em mais um ano, para te desejar um feliz aniversário. Disseste-me ontem: "É só mais um ano". Só por teres dito isso, devias deixar de ser merecedor dos meus bolinhos na caneca - mas sabes que sou um coração de manteiga e nunca te faria isso.
Não, meu querido, não é só mais um ano, nem só mais um aniversário. Tens que aprender a valorizar-te mais: por vezes só gostava que te visses, nem que fosse só por um dia, do mesmo modo que eu te vejo. Talvez aí tivesses um pouco mais de percepção das coisas quando te digo que és um pilar fundamental na minha vida. 
Sou tão mas tão grata por te ter comigo. Por, mais do que escrever cartas para ti, escrever cartas e obras contigo. Grata por ser brindada com o teu olhar doce, com a forma fácil com que me tiras do modo resmungona e pelo modo adorável com que te preocupas comigo. 
Às vezes tiras-me do sério, é verdade. Mas, há boas notícias: estás a fazê-lo com menos frequência, o que só pode significar que estás finalmente a amadurecer e a ouvir melhor os conselhos que te dou. Também pode ser o caso da minha pessoa ter sido, momentaneamente, envolta numa esfera divina de paciência mas, honestamente, ambos sabemos que fervo em pouca água, pelo que não deve ser esse o caso.
Voltando ao ponto inicial que me trouxe aqui, não consigo pensar numa melhor forma de iniciar esta rúbrica senão no dia em que celebras, precisamente, 24 anos. Caramba, 24 anos! Já podes fazer a célebre piada de que tens tantos anos quanto horas tem o dia.
Tens tanto para conquistar - e sei que vais conseguir! És uma pessoa extraordinária, mesmo que por vezes penses o contrário. E, nos dias em que duvidares disto, lembra-te: eu ri-me com descrença no dia em que disseste que me ias fazer olhar para dentro de mim mesma e pensar: "Eu sou bonita". Anos depois, cá estou eu, com muitos mais dias a sentir-me bonita do que feia, com muitos mais dias de segurança, conforto, serenidade e amor. Graças a ti. Por ti. Contigo.
Realmente, às vezes parece-me injusto que sejas tu a fazer anos mas que seja eu a receber as prendas. Há 24 anos, nasceu o homem que tem uma pronúncia diferente da minha, mas igualdade na forma de sentir o mundo. Há 24 anos, nasceu o homem que me faz sentir uma Rainha todos os dias - mesmo que ainda não tenhamos o nosso próprio Castelo, mas isso, virá a seu tempo.
Há 24 anos, nasceste tu e, entre todas as pessoas que nasceram exactamente nesse dia, tu foste aquela que começou a preencher-me, a desafiar-me, a amar-me como mais ninguém. Não existem dias perfeitos, mas quero que hoje seja perfeito. Principalmente hoje. Porque é o teu dia! E porque mereces o melhor do mundo! 
Reitero: ambos detestamos clichês e achamos que tudo o que acontece em comum nas nossas vidas não tem outro nome senão sintonia. Aos 24 anos, eu tinha entrado para a Universidade, descobri em ti a minha outra metade e superei todas as expectativas, tanto minhas como dos outros. E, se isto não é sintonia, ou melhor, se isto não é o destino, então não sei o que é - só sei que é bom e que não quero que termine.
Um dia muito feliz, meu coração, meu amor, meu Rei. Hoje, todos os astros celestes te devem a maior das homenagens. Feliz aniversário!

Amo-te!

2 comentários:

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